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(Phaethornis margarettae)

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Características

É nativa do Brasil, habitando o interior de florestas bem preservadas, em regiões de várzea, matas litorâneas, restingas e em sub-bosques na Mata Atlântica. Atualmente, essa espécie encontra-se na classificação “Em Perigo”, seu habitat encontra-se completamente fragmentado, em função do desmatamento acelerado e com os remanescentes distantes entre si.

É uma espécie “grande” quando comparada aos demais representantes da família a qual pertence. As penas da cauda são centrais e longas, com uma coloração branca na ponta. Observa-se um tom de vermelho ou laranja no bico. Abdome cinza e listras claras da cabeça ocre-pálido. Além disso, não há muita diferenciação de coloração entre os machos e as fêmeas.

 

Alimentação

Alimenta-se de néctar e pequenos artrópodes.

 

Reprodução

O comportamento manifestado durante o período de acasalamento é acompanhado de canto, emitindo sons repetidos a pequenos intervalos (conhecidos como chilreado), seguido de piados baixos ao perseguir a fêmea. O piado fica mais forte ao iniciar o voo para segui-la quando ela se esquiva. Ao exibir sua plumagem, o macho contorna em voo com a cauda aberta ao máximo a fêmea, eriça as plumas esbranquiçadas do centro da garganta e repete, em canto, algumas sílabas.

 

Essa espécie constrói na extremidade da folha curvada da palmeira para ficar abrigado das chuvas. Assim como o resto das espécies da família Trochilidae, apenas a fêmea cuida da confecção do ninho e da incubação dos dois ovos, que nessa espécie é de 15 dias. Só ela cuida da prole e os jovens deixam o ninho com 20 dias de vida.
 

Distribuição Geográfica

A espécie foi observada na Estação Ecológica de Wenceslau Guimarães, na Bahia, REBIO Córrego do Veado e REBIO do Córrego grande, no Norte do Espírito Santo

​Andreza Silva

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@andreza_arte